terça-feira, 29 de agosto de 2017

Minha visão da Etnomatemática

Tomei como príncipio norteador a etnomatemática, que traz consigo uma nova proposta de ensino educacional que aborda relações interculturais, entendo que tem como finalidade o reconhecimento da cultura plural como conceito. Conceito este, que se diferencia do conceito da “Matemática Tradicional”, a Matemática institucionalizada que não aborda a valorização das culturas dos povos que utilizam da matemática cotidiana, que está intríseca nela um saber artístico e cultural.
Pude aprender no Componente Curricular de Matemática e Espaço como discente da UFSB que, os povos em suas diferentes culturas possuem inúmeras maneiras de trabalharem o conceito matemático e todos os conhecimentos produzidos pelos grupos sociais são válidos. A etnomatemática valoriza as diferenças e defende que toda construção do conhecimento matemático está intimamente relacionado com a tradição, sociedade e cultura de cada povo. Tive também a experiência de materializar os saberes adquiridos através desse CC, como as mariposas confeccionadas e as tentativas de uma construção de 'lusonas' numa caixa e areia. Experiências estas, que pretendo repassar de forma valorizada, na construção desse “saber”.
A partir da etnomatemática, o conhecimento matemático deixa de ser um conhecimento pronto e acabado para ser visto como um saber prático, dinâmico, produzido histórico-culturalmente nas diferentes práticas sociais. Após a leitura do artigo de Rogério Ferreira, ele aborda a Etnomátematica  vista como a matemática praticada por diferentes grupos culturais, sendo que cada grupo cultural produz sua própria Matemática de acordo com as suas necessidades de sobrevivência. Abordando também, sobre a riqueza da Areia Ancestral, transmitindo um saber com uma riqueza cultural e com uma grande importância para o povo africano a qual se deriva esse cultura sona.

É perceptível a importância da transmissão dessa cultura, principalmente para a cultura brasileira que em sua miscigenação acarreta uma grande parte da África, fazendo com que países diferentes possam se interligar nessas culturas com uma riqueza de saberes artísticos. 

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