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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

"A beleza de ser um eterno aprendiz..."

Matemática e seu espaço em minha vida!

Na sinceridade? Sim, sendo muito sincera. Final de quadrimestre e sensação de alívio, alívio não só de ter encerrado alguns acúmulos de tarefa, mas um alívio de poder refletir e saber que o nosso processo de construção de um saber está altamente enriquecido. Na maioria das vezes criamos uma barreira com a matemática institucionalizada, assim como eu criei, porém, a UFSB me oportunizou cursar um Componente que entrou porta adentro e conquistou seu espaço, todos aqueles conteúdos em que demoramos de entender que iríamos refletir acerca deles e não do que estávamos acostumados do Fundamental ao Ensino Médio, mas conteúdos que valeram sim a pena, pois existe no CC de Matemática e Espaço uma relação estreita com a arte e um construto humano em distintas realidades socioculturais.

Amostra Artística Cultural

Mariposa


Pavimentação


Fractais



Lusona





terça-feira, 29 de agosto de 2017

Minha visão da Etnomatemática

Tomei como príncipio norteador a etnomatemática, que traz consigo uma nova proposta de ensino educacional que aborda relações interculturais, entendo que tem como finalidade o reconhecimento da cultura plural como conceito. Conceito este, que se diferencia do conceito da “Matemática Tradicional”, a Matemática institucionalizada que não aborda a valorização das culturas dos povos que utilizam da matemática cotidiana, que está intríseca nela um saber artístico e cultural.
Pude aprender no Componente Curricular de Matemática e Espaço como discente da UFSB que, os povos em suas diferentes culturas possuem inúmeras maneiras de trabalharem o conceito matemático e todos os conhecimentos produzidos pelos grupos sociais são válidos. A etnomatemática valoriza as diferenças e defende que toda construção do conhecimento matemático está intimamente relacionado com a tradição, sociedade e cultura de cada povo. Tive também a experiência de materializar os saberes adquiridos através desse CC, como as mariposas confeccionadas e as tentativas de uma construção de 'lusonas' numa caixa e areia. Experiências estas, que pretendo repassar de forma valorizada, na construção desse “saber”.
A partir da etnomatemática, o conhecimento matemático deixa de ser um conhecimento pronto e acabado para ser visto como um saber prático, dinâmico, produzido histórico-culturalmente nas diferentes práticas sociais. Após a leitura do artigo de Rogério Ferreira, ele aborda a Etnomátematica  vista como a matemática praticada por diferentes grupos culturais, sendo que cada grupo cultural produz sua própria Matemática de acordo com as suas necessidades de sobrevivência. Abordando também, sobre a riqueza da Areia Ancestral, transmitindo um saber com uma riqueza cultural e com uma grande importância para o povo africano a qual se deriva esse cultura sona.

É perceptível a importância da transmissão dessa cultura, principalmente para a cultura brasileira que em sua miscigenação acarreta uma grande parte da África, fazendo com que países diferentes possam se interligar nessas culturas com uma riqueza de saberes artísticos. 

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

MATEMÁTICA E ESPAÇO

Ementa:
Fazeres e saberes oriundos de diferentes contextos histórico-culturais. Etnomatemática. Trançados amazônicos do povo indígena Bora. Cálculo de área. Simetria. Geometria Sona de Angola. Ângulos. Máximo Divisor Comum. Relações entre matemática e arte. Pavimentação e mosaicos. Polígonos regulares. Soma dos ângulos internos de um polígono regular. Medida do ângulo interno de um polígono regular. Obras e técnicas de Maurits Cornelis Escher. Fractais. Geometria das Transformações. Reflexão, translação e rotação. Dilação. Congruência e Semelhança.


Objetivo(s) Geral(is):
Contribuir para a formação geral do estudante por meio de uma abordagem que fomente a matemática como construto humano desenvolvido em distintas realidades socioculturais e em estreita relação com a arte.


Objetivos Específicos:
- Sensibilizar o estudante para a intrínseca relação existente entre conhecimento e seu contexto de produção;

- Explorar na construção dos saberes matemáticos, em uma aproximação ao universo artístico, a perspectiva da diversidade.


- Despertar no estudante, interesse para aspectos de cunho inter e transdisciplinar em que o conhecimento matemático se faz presente;


- Visitar novos contextos, mobilizando as formas geométricas, colorindo-as, movimentando-as, ampliando a visão de espaço comumente alimentada por modos tradicionais de se conceber a matemática;


- Motivar o estudante a exprimir-se matematicamente por meio da cultura e da arte;


- Construir a autonomia e o protagonismo do estudante como sujeito que deseja aprender matemática, e não ser objeto dela;


- Promover uma mostra artístico-cultural que possa fomentar competências de natureza matemática, artística e organizacional nos estudantes, protagonistas do evento.



Bibliografia Básica:
GERDES, Paulus. Geometria e Cestaria dos Bora na Amazônia Peruana. Morrisville, NC: Lulu Enterprises, 2013.

GERDES, Paulus. Geometria Sona de Angola: matemática duma tradição africana. Morrisville, NC: Lulu Enterprises, 2008.

PINHO, José L. R.; BATISTA, Eliezer; CARVALHO, Neri T. B. Geometria I. Florianópolis: EAD/UFSC/CED/CFM, 2010.


Bibliografia Complementar:
ALVES, Sérgio; DALCIN, Mário. Mosaicos do Plano. Revista do Professor de Matemática, Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Matemática, nº 40, 1999, p. 3-12.

BARBOSA, Ruy Madsen. Descobrindo a Geometria Fractal: para a sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

ESCHER, Maurits C. Gravura e Desenhos. Singapura: Paisagem, 2006.

FERREIRA, Rogério. Trançados Amazônicos. Revista Carta Fundamental, São Paulo: Confiança, n. 63, 2014, p. 40-43.

FERREIRA, Rogério. Areia Ancestral. Revista Carta Fundamental, São Paulo: Confiança, n. 68, 2015, p. 24-27.

FILHO, Dirceu Zaleski. Matemática e Arte. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

OLIVEIRA, Augusto J. F. Transformações geométricas. Lisboa: Universidade Aberta, 1997.

SAMPAIO, Patrícia. A Matemática através da arte de M. C. Escher. Millenium, 42, 2012, p. 49-58.

VELOSO, Eduardo. Simetria e Transformações Geométricas. Lisboa: APM, 2012.


Retirado do blog: Cantinho do Estudante UFSB