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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Universidade e Sociedade nos Âmbitos Escolares

Um passo avante!

Foi proposto no CC Universidade e Sociedade uma atividade em que visitássemos centros comunitários, escolas e/ou comunidades, com o objetivo de levarmos algumas importâncias de nossas vidas, tais como a importância do Ensino Superior no atual contexto social, formas de acesso ao Ensino Superior e contar um pouco das nossas experiência quanto alunos da UFSB, mostrando a eles o Plano Orientador da universidade.

O meu grupo optou fazer a visita em dois colégios, um privado e o outro público, sendo eles o Colégio Sagrada Família e  Colégio Almakazir Gally Galvão, fizemos essas escolhas com o objetivo de observar as diferentes visões entre alunos de um colégio privado e alunos de um colégio público.

Colégio Sagrada Família


Colégio Almakazir Gally Galvão 



Dos objetivos: 

- Levar aos alunos dos dois âmbitos escolares a importância de um ensino superior, como também os desafios e as vantagens de ter um diploma no mercado de trabalho

- Apresentar aos mesmos as nossas experiências como alunos da UFSB

- Observar as diferenças de perguntas e dúvidas entre os dois âmbitos

- Entender quais são as perspectivas de um futuro profissional de cada um deles

- Apresentar um pouco do plano orientador da UFSB


Tínhamos em vista encontrar alunos com um desinteresse maior, principalmente os alunos da escola particular, porém, os nossos pensamentos foram totalmente reversos, pois encontramos nos dois ambientes escolares um interesse muito grande quanto dos alunos e quanto dos professores que fizeram parte desse momento. Tivemos como forma didática uma apresentação simples, uma roda de conversa com os alunos juntamente com o professor da turma, onde apresentamos e abrimos um espaço para que os demais tirassem suas dúvidas e fizessem perguntas acerca do assunto. Na Escola Sagrada  Família participaram da atividade 17 alunos, incluindo alunos do 2º ano e 3º do ensino médio e a professora, já no Colégio Almakazir participaram 16 alunos do 3º ano vespertino juntamente com o professor responsável.

Foi surpreendente e memorável essa experiência, pudemos observar nas dúvidas e olhar de cada aluno dos dois âmbitos escolares o desejo de almejar um futuro profissional de qualidade, nos demos como missão cumprida ao levar a importância de um Ensino Superior, principalmente quando foi notado as expectativas de alguns para ingressar na UFSB.




terça-feira, 29 de agosto de 2017

Fichamento: A Universidade no Século XXI

Do conhecimento universitário ao conhecimento pluriversitário (p. 39 a 44)

Os desenvolvimentos da última década colocam desafios muito exigentes à universidade e especificamente à universidade pública. (p. 39)

Penso que na última década se começaram a alterar significativamente as relações entre conhecimento e sociedade e as alterações prometem ser profundas ao ponto de transformarem as concepções que temos de conhecimento e de sociedade (...) a comercialização do conhecimento científico é o lado mais visível dessas alterações. (p. 40)

O conhecimento universitário – ou seja, o conhecimento científico produzido nas universidades ou instituições separadas das universidades foi ao longo do século XX, um conhecimento predominantemente disciplinar cuja autonomia impôs um processo de produção relativamente descontextualizado em relação às premências do quotidiano das sociedades. (p. 40)

A universidade produz conhecimento que a sociedade aplica ou não, uma alternativa que, por mais relevante socialmente, é indiferente ou irrelevante para o conhecimento produzido. (p. 41)

Ao contrário do conhecimento universitário descrito no parágrafo anterior, o conhecimento pluriversitário é um conhecimento contextual na medida em que o princípio organizador da sua produção é a aplicação que lhe pode ser dada (...) É um conhecimento transdisciplinar que, pela sua própria contextualização, obriga a um diálogo ou confronto com outros tipos de conhecimento (p. 41)

O conhecimento pluriversitário tem tido a sua concretização mais consistente nas parcerias universidade-indústria e, portanto, sob a forma de conhecimento mercantil. Mas, sobretudo nos países centrais e semiperiféricos, o contexto de aplicação tem sido também não mercantil, e antes cooperativo, solidário. (p. 42)

À medida que a ciência se insere mais na sociedade, esta insere-se mais na ciência. (p. 43)


REFORMAS DA UNIVERSIDADE: BREVE HISTÓRICO (p. 111 a 134)


A Universidade Medieval  

A instituição de ensino que, no Ocidente, veio a ser nomeada como ‘universidade’ emergiu nos tempos medievais (Santos, 1995). As primeiras universidades foram fundadas na Itália e na França, no século XI. Essas universidades pioneiras eram abertamente escolásticas, absorvendo o papel social das instituições religiosas que haviam sido sua semente. (p. 112)

A universidade medieval herdou uma série de práticas da instituição religiosa hegemônica, a Igreja Católica Romana. (p. 113)

A arquitetura curricular da universidade medieval era bastante simples, em tese articulando todo o saber legitimado da época em um ciclo básico composto pelo ensino das sete artes liberais, divididas em dois blocos: o trivium (Gramática, Retórica e Dialética) e o quadrivium (Aritmética, Geometria, Astronomia e Música). (p. 114)

Em síntese, a universidade medieval chegava à era moderna com uma estrutura curricular rígida, composta por duas Faculdades (Teologia e Direito), a depender da maior ou menor influência da religião sobre o Estado. (p. 115)

A Europa pós-Renascimento, em meio às turbulências políticas que se seguiram à emergência do novo modo de produção que depois foi batizado de capitalismo, testemunhou e nutriu a criação de um paradigma universitário pós-escolástico, a universidade da arte-cultura. (p. 115)

Na segunda metade do Século XVIII, a Universidade parecia superada e dispensável... (p. 117)


Contexto da Universidade Social:

A globalização ocorre em paralelo a processos macroeconômicos de grande monta: avanços em tecnologia de informação, transnacionalização de empresas, migração da força de trabalho, entre outros. 
Ao mesmo tempo, e talvez paradoxalmente, a globalização vincula-se a severas reduções no bem estar social de populações humanas. Aumento em desigualdades entre países e grupos sociais, desemprego estrutural, crescimento de movimentos nacionalistas e fundamentalistas, intensificação de conflitos étnicos, não observância de direitos humanos, agressões ambientais, deterioração do espaço urbano e escalamento da violência, tudo isso tem sido imputado à globalização. (p. 165)

No plano da ideologia, observa-se um vasto processo de padronização internacional, submetendo arte & cultura, comportamentos e bens simbólicos locais a valores estéticos estrangeiros. No plano da ciência & tecnologia, redes de centros de pesquisa, universidades, empresas e governos têm sido instrumentais em estabelecer padrões globais de internacionalismo acadêmico. Tais padrões são dependentes de fontes centrais de legitimação cultural, científica e tecnológica localizadas nos países ditos desenvolvidos. (p. 166)

O campo da educação enquadra-se neste contexto. Na sociedade do conhecimento, a Universidade adquire lugar de destaque para imaginar e realizar o presente e o futuro das nações. (p. 167)

O que é uma universidade e qual sua origem como instituição?
Será que o Brasil possui uma “verdadeira” universidade?
Se a universidade brasileira for de fato contemporânea, estará pronta para a 
prospecção do Século XXI?  (p. 168/169)


A universidade de pesquisa foi criada com o mandato específico de produção de conhecimento científico e desenvolvimento tecnológico necessários para o modo de produção capitalista. (p. 169)

universidades escolásticas e escolas superiores de arte-cultura, retóricas e ritualizadas, ainda são dominantes 
em muitos países ditos em desenvolvimento. (p. 171)

Os modelos conhecidos – a universidade guardiã da doutrina, a universidade encarregada da educação das elites, a universidade a serviço da tecnologia e da produtividade – podem não se ajustar bem aos novos papéis impostos por uma sociedade cada vez mais rapidamente mutante. (p. 172)


Fichamento do texto em:
SANTOS, Boaventura de Sousa; ALMEIDA-FILHO, Naomar. A Universidade no Século XXI - Para uma Universidade Nova. Coimbra: Almedina, 2008. Disponível em: https://ape.unesp.br/pdi/execucao/artigos/universidade/AUniversidadenoSeculoXXI.pdf. Acesso em 08.jul.2017 (p. 39 a 172)

Fichamento: A Quarta Missão da Universidade

O prefácio do livro apresenta a Universidade num contexto extremamente hostil, de crise econômica, política e social em escala mundial.

Mas, com efeitos colaterais, sem previsão nem respostas, o social desafiou o político, apoiando novos atores objetores do sistema internacional. (p. 11)

A quarta dimensão da universidade – depois de investigar, ensinar,  e gerir o saber e o saber fazer, é reconstruir o mundo novo, porque o Cisne Negro da viragem do milénio anarquizou o velho e exige a identificação, salvaguarda, fortalecimento, e estratégia inovadora das instituições que guardam o poder do verbo, que faremos sobreviver para organizar o caos. (p. 12)

Provavelmente devemos reconhecer que já perdemos tempo, mas assumir que o devemos recuperar. E para isso necessitamos de dimensão, sustentabilidade, independência, valores, e vontade de aceitar e reformular o património secular que é nosso. Estaremos à altura da nossa quarta dimensão. (p. 16)

1.1. A génese da universidade

A universidade foi inventada na Europa Ocidental há quase mil anos. (p. 27)

Não é possível ignorar  a existência de centros de conhecimento que em muitos aspectos incorporavam as principais características daquilo a que hoje, (...) seria possível designar como universidade. (p. 27)

Também a Biblioteca de Alexandria, fundada no início do século III A.C., maior centro de conhecimento do seu tempo até à total destruição ordenada em 391 D.C. pelo bispo Teófilo durante o reinado do imperador Teodósio, tem que ser considerada pelo menos precursora da universidade moderna. (p. 28)

No ano de 387 A.C. (...) Platão fundou uma escola, hoje conhecida por Academia de Platão ou Academia de Atenas. (p. 29)

O mais conhecido e influente dos discípulos de Platão, Aristóteles, fundou ele próprio uma escola similar, o Liceu, em 335 A.C. (p. 29)

Mas é nos mosteiros medievais que a obra de Aristóteles, conservada e compilada pelos filósofos árabes, é estudada e, numa versão ajustada à doutrina cristã, ensinada no movimento intelectual que foi celebrizado como a Escolástica. (p. 29)

Bolonha (no ano de 1088), Paris (em 1090 ou 1170) e Oxford (em 1096) foram os centros urbanos medievais onde se organizaram essas primeiras instituições. (p. 30)


1.2. A universidade de ensino

As universidades expandiram-se por toda a Europa Medieval de tal forma que, no final do século XIII, já havia quinze. Em 1500 esse número chegava a cinquenta (p. 32)

Inicialmente destinadas a guardar e a proteger os valores da civilização (cristã, na sua origem europeia), elas viram essa função, reinterpretada pelo tempo, transformar-se em princípio instituinte, no quadro do qual a educação superior se assumiu como a sua primeira missão. (p. 32)

 O julgamento e a execução de Giordano Bruno, frade dominicano, filósofo e professor itinerante de várias universidades, ocorrido em 1600 na cidade de Florença, marcam o fim do modelo de universidade medieval.  (p. 33)


1.3. A grande crise da universidade

A crise da universidade pós-renascentista, que achamos pertinente chamar de universidade vocacional. (p. 34)

Na Inglaterra e na Alemanha, por outro lado, a crise da universidade  é superada pela ampliação do seu papel político de centro de produção de conhecimento e de formação de recursos humanos para as ciências e tecnologias. (p. 35)

A Reforma Pombalina da Universidade, constituiu, a par da laicização do ensino universitário e em complemento dela, um momento de viragem com consequências importantes em todo o espaço de língua portuguesa. (p. 36)

É nesta universidade que vêm obter formação, desde o início da colonização mas sobretudo a partir do terceiro quartel do século XVIII, sucessivas gerações de jovens nascidos no Brasil, proporcionando a consolidação de uma elite de intelectuais, cientistas e técnicos que desempenhou um papel importante no conhecimento, formação e desenvolvimento da grande nação brasileira. (p. 37)


1.4. A universidade iluminista

o primeiro movimento de reflexão e de sistematização teórica na direção do que se poderia chamar de reforma moderna da universidade só se iria encontrar, no entanto, já perto do final do século XVIII (p. 37)

Kant anteviu a primeira reforma universitária, ao denunciar os últimos resquícios do caráter sacro da universidade, bem como a ingerência do Estado na sua autonomia. (p. 37)

 Antecipando a importância do primado da razão em todas as esferas de conhecimento humano, o texto kantiano propõe que a instituição universitária deixe de obedecer a princípios religiosos e políticos e que, enfim, se constitua como espaço livre, onde não haja soberano ou pontífice para atestar verdades mesmo nas faculdades superiores. (p. 38)

Divulgado em 1810, o Relatório Humboldt16 estabelecia o primado  da pesquisa, priorizando no ensino superior a outrora faculdade inferior e realizando, assim, a proposta kantiana. Baseava-se em uma premissa clara e muito simples: “a base da verdade deverá ser a pesquisa científica”.  (p. 39)

...a pesquisa afirma-se como eixo de integração do ensino superior e fonte de credenciamento do que deve ser ensinado. A universidade chama a si o mandato institucional e político sobre a responsabilidade da produção do conhecimento, que passa a constituir a sua segunda missão.

No entanto, esse modelo não é o único que se consolida a partir do século XIX. Em França, ainda no final do século XVIII, os enciclopedistas propõem um modelo de formação superior em contraposição à velha universidade corporativa, eclesiástica e aristocrática. (p. 40)

A organização do ensino superior preconizada por Cabanis e concretizada durante o período napoleónico dispõe de faculdades dotadas com grande autonomia e capacidade para decidirem as disciplinas e os cursos que ministram. (p. 40)

 A universidade de pesquisa inspirada na Reforma Humboldt consolidou-se na Alemanha e no Reino Unido. (p. 42)


1.5. A universidade desce da Torre de Marfim

A terceira missão, assumida pela universidade, vincula-se a uma tomada de consciência do seu papel de instituição indutora do desenvolvimento económico e social, através da inovação tecnológica, e também promotora de mudança social e cultural. (p. 45)

Nessa perspectiva ampla, que se poderia genericamente designar por compromisso social da universidade, faz sentido incorporar na terceira missão os pontos da agenda universitária que têm a ver, por exemplo, com a inclusão social, com a sustentabilidade, com o ambiente e com a cultura. (p. 45)


1.6. Cenário contemporâneo da universidade no mundo

Em 1999, ministros da educação de 18 países europeus assinam em Bolonha um protocolo que inicia o processo de criação do Espaço Europeu de Ensino Superior, comumente conhecido como o Processo de Bolonha. 
Na prática, esta iniciativa significou a existência de consenso político para a adoção de um regime compatível de ciclos, estruturalmente equivalente ao modelo norte-americano. (p. 46)

O modelo norte-americano e o modelo europeu são harmonizados pelo Processo de Bolonha. (p. 48).



Não é tarefa fácil encontrar uma definição mais elegante, ou menos palavrosa, para o conceito a que nos estamos a referir – a diplomacia cultural universitária – a qual, conferindo cimento e significado às práticas de internacionalização, as pode transformar na quarta missão da universidade. (p. 160)


SANTOS, Fernando Seabra; FILHO, Naomar de Almeida. A Quarta Missão da Universidade:
Internacionalização Universitária na Sociedade do Conhecimento. Imprensa da Universidade
de Coimbra / Editora UnB. Coimbra, 2012. (p. 01 a 48)

UNIVERSIDADES NO MUNDO OCIDENTAL

As universidades no mundo ocidental passaram por um processo de transformação de acordo com a era em que elas se estabeleciam. As primeiras universidades foram fundadas na Itália e na França no século XI (SANTOS, Fernando e ALMEIDA FILHO, Naomar - 2012), onde eram abertamente escolásticas, um tipo de universidade que era regida absolutamente pela igreja. Após esse período surge a universidade clássica, que recebe muita influência da escolástica, porém esse novo período que a universidade vive é marcado pelo trivium que se trata da gramatica, retorica e dialética e o quadrivium que é a aritmética, geometria, astronomia e música. Esse novo modelo chega com uma estrutura curricular regida pela teologia e pelo direito que também eram influenciados de certa forma pela religião.

No século XVI, com o declínio do poder papal, a universidade amplia seu papel político de centro de produção de conhecimento e formação de recursos humanos para as ciências e tecnologias (SANTOS, Fernando e ALMEIDA FILHO, Naomar - 2012). É justamente nesse período que a universidade passa a expressar sua vocação, se descobrindo, deixando de ser influenciada pela religião e se descobrindo como formadora e criadora de conhecimentos.
Logo após a universidade entra na era das pesquisas, já em 1810 inspirada na reforma Humboldt a universidade de pesquisa foi consolidada, onde se baseavam na afirmação de que “a base da verdade deverá ser a pesquisa cientifica. ” (SANTOS, Fernando e ALMEIDA FILHO, Naomar - 2012). 
Após tantas transformações a universidade chega em uma era onde ela é considerada Universidade social, ela se define como o fruto das mudanças que ocorre na sociedade, pois seu principal papel é de reparar as injustiças que ocorrem na sociedade, enquanto mantem o seu papel de formar profissionais. 

Acredito que cada período vivido pela universidade foi de grande importância para ela ser o que se tornou. Olhando para essas transformações conseguimos entender qual é o papel da universidade, que como vimos não é satisfazer uma elite ou uma demanda, o papel da universidade é garantir a transferência e desenvolvimento do conhecimento ao tempo em que observa o meio social e busca reparar as injustiças existentes, dessa forma todo universitário que se vincula a uma universidade social compreende que antes de se tornar um profissional ele deve ser um cidadão e se importar com o meio onde está inserido.


SEABRA- SANTOS, Fernando; ALMEIDA FILHO, Naomar. A Quarta Missão da Universidade. Coimbra/Brasília: EduCoimbra/EdUNB, 2012.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

UNIVERSIDADE E SOCIEDADE

Componente Curricular: Universidade e Sociedade
Docente: Regina Soares de Oliveira 



Ementa:
O componente curricular busca propiciar a reflexão sobre a estrutura e desenvolvimento histórico das Universidades no mundo ocidental e no Brasil, em seus vínculos com o Estado, com as sociedades, a cultura e os indivíduos, com destaque às formas de organização do trabalho pedagógico e a posição dos sujeitos educandos na formação social da universidade e da sociedade, problematizando a relação público-privado na educação brasileira e seus impactos no atual quadro do ensino superior no Brasil, debatendo suas consequências para a região Nordeste e para a Bahia, especificamente. Busca também compreender o pensamento de Paulo Freire e Anísio Teixeira na constituição de um novo modelo de universidade brasileira, assim como analisar e compreender o modelo pedagógico da UFSB e os eixos norteadores de sua constituição.

Objetivo(s) Geral(is):
● Possibilitar aos estudantes refletir sobre suas histórias de vida enquanto sujeitos, sua origem, posição de classe
e inserção na universidade e na sociedade;
● Discutir o papel da universidade e suas contribuições às sociedades, às comunidades e à educação brasileira;
● Compreender o processo de formação na universidade no Brasil e no mundo, situando a UFSB neste contexto.

Objetivos Específicos (por módulos):
I) Unidade 1: Problematização sobre os sujeitos e suas ações.
● Compreender quais os caminhos os estudantes percorreram até sua chegada ao ensino superior;
● Aproximar os sujeitos por meio da escuta de suas histórias;
● Debater as regras de conduta presentes no cotidiano universitário e quais valores embasam essas regras;
● Afiliar o estudante a turma, ao docente, ao modelo universitário;
● Conseguir perceber os indivíduos por meio de suas crenças, histórias e valores;
● Pensar o estudante como sujeito político.

II) Unidade 2: A Universidade no contexto brasileiro e mundial
● Compreender o papel da Universidade na história das sociedades ocidentais;
● Analisar o surgimento do ensino superior no Brasil;
● Verificar como o ensino superior serviu de elemento de separação entre classes e os grupos sociais;
● Compreender e debater alguns teóricos que embasam a criação da UFSB;
● Problematizar o impacto do modelo e da instalação da UFSB na região sul baiana e suas possibilidades de atuação.

III) Unidade 3: Aproximações entre a Universidade e comunidade
● Pesquisar e analisar os índices da Educação Básica e Superior no sul da Bahia;
● Conhecer as principais dificuldades de acesso ao ensino superior;
● Levantar alguns problemas locais onde a universidade poderia intervir;
● Aproximar os estudantes da UFSB de espaços comunitários

Bibliografia Básica:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2002. Disponível em:
http://forumeja.org.br/files/Autonomia.pdf. Acesso em 07.jul.2017

Plano Orientador da UFSB. Disponível em: http://ufsb.edu.br/plano-orientador/. Acesso em 05.maio.2016

SANTOS, Boaventura de Sousa; ALMEIDA-FILHO, Naomar. A Universidade no Século XXI - Para uma Universidade Nova. Coimbra: Almedina, 2008. Disponível em: https://ape.unesp.br/pdi/execucao/artigos/universidade/AUniversidadenoSeculoXXI.pdf. Acesso em 08.jul.2017

SANTOS, Boaventura de Sousa. Da universidade à pluriversidade: Reflexões sobre o presente e o futuro do ensino superior. Entrevista com Boaventura Santos. Entrevistadores:
Manuela Guilherme e Gunther Dietz.   Revista Lusófona de Educação, 31, 201-212. 2015. Disponível em: http://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/article/viewFile/5388/3408. Acesso em 07.jul.2017.

SEABRA- SANTOS, Fernando; ALMEIDA FILHO, Naomar. A Quarta Missão da Universidade. Coimbra/Brasília: EduCoimbra/EdUNB, 2012.

TEIXEIRA, Anísio. Uma perspectiva da educação superior no Brasil. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Brasília, v.50, n.111, jul./set. 1968. p.21-82. Disponível em: www.bvanisioteixeira.ufba.br/artigos/perspectiva.html. Acesso em 08.jul.2017

Filmes:
Boca de Lixo. Direção: Eduardo Coutinho. Produção Centro de Criação de Imagem Popular. Roteiro: Eduardo Coutinho. Rio de janeiro: 1993 (50 min.) Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=oZcTlC757mM. Acesso em 08.jul.2017.

Educadores brasileiros. Anísio Teixeira: educação não é privilégio
. Direção: Monica Simões / 2007 - 44m20s. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ls-FoXhfM_Y. Acesso em 07.jul.2017

Ilha das Flores
. Direção: Jorge Furtado. Produção: Casa de Cinema POA. Roteiro: Jorge Furtado. Porto Alegre: 1989 (12min.). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=e7sD6mdXUyg. Acesso em 14. abril. 2015

Jardim Gramacho
: https://www.youtube.com/watch?v=xJyPaFO5xIo. Acesso em 13. abril. 2015 Maio de 68 - Documentário da TV Cultura (47 min). Disponível: https://www.youtube.com/watch?v=bWI8_-Vf4cY. Acesso 06. junho. 2016

Paulo Freire Contemporâneo
. Dir: Toni Venturi São Paulo, 2006 (57min.). Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=5y9KMq6G8l8. Acesso em 07.julho.2017

Roda de Conversa: A relação entre Universidade e Educação Popular. Fórum da Educação Popular.
 Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=MnMoE-Vfcvw. Acesso em 07.jul.2017

TV Folha - "Livros Abertos - Escolas Ocupadas" (10 min). Disponível em: https://vimeo.com/147556009. Acesso 06. junho. 2016

Bibliografia Complementar:
ALICE INTERVIEW. Boaventura de Souza Santos e Naomar de Almeida Filho. Interview 28. Porto Alegre, 2016. Disponível em: ttps://mail.google.com/mail/u/0/#search/nao /15443e7675f77318?projector=1. Acesso em 26. abril. 2016

COLEÇÃO EDUCADORES. Produção: Atta Mídia e Educação/Instituto Paulo Freire. São Paulo, 2006 (57min.). Disponível em: http://acervo.paulofreire.org/xmlui/handle/7891/885

COULON, Alain. A Condição de Estudante. Salvador: EDUFBA, 2007.

DEMO, Pedro. Saber pensar. 7. ed. São Paulo: Cortez; Instituto Paulo Freire, 2011.

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2. ed., São Paulo: Cortez; Brasília-DF: UNESCO, 2011.

NATAL, Camila; DALPIAN, Gustavo; CAPELLE, Klaus; SILVA, Rosana; SILVA, Sidney (Org.). UFABC 5 Anos: um novo projeto universitário para o Brasil. Santo André: Universidade Federal do ABC, 2011.

RESENDE, Otto Lara. Vista Cansada In: Folha de São Paulo. 23/02/1992. Disponível em:
http://www.releituras.com/olresende_vista.asp. Acesso em 08.jul.2017.

RIBEIRO, Renato Janine Ribeiro. A universidade e a vida atual: Fellini não via filmes. 2a ed. São Paulo: Edusp, 2014.

ROCHA, José Cláudio. A reinvenção solidária e participativa da Universidade: estudo sobre redes de extensão universitária no Brasil. Salvador: EDUNEB, 2008.

SODRÉ, Muniz. Reinventando a Educação: diversidade, descolonização e redes. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2012.

UFSB. Disponível em: https://www.youtube.com/channel/UCdBNG_c5ZDE3X0BuUAn9rcw. Acesso em 08.julho.2017.


UFSB. Carta de Fundação da UFSB. Disponível em: http://ufsb.edu.br/carta-fundacao/. Acesso em 05.mai.2015
_____ . Código de Ética Estudantil. Disponível em: http://www2.ufsb.edu.br/wp-content/uploads/C%C3%93DIGO-DE- %C3%89TICA-ESTUDANTIL-UFSB-2014.pdf. Acesso em 08.julho.2017


Retirado do blog: Cantinho do Estudante UFSB